Alvenaria

Conheça as Normas de Qualidade na Alvenaria Estrutural 

Um mestre de obras trabahando na alvenaria, montando blocos de concreto.

A alvenaria estrutural trata-se de um sistema de construção sem o uso de pilares e vigas para sustentação, onde a própria distribuição dos materiais na estrutura, entrega essa funcionalidade. Porém, para que esse processo aconteça com segurança, é muito importante a escolha dos materiais corretos.

Para isso, há algumas normas de qualidade na alvenaria estrutural que devem ser seguidas. Conheça neste conteúdo o que dizem essas regulamentações!

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Quais os materiais utilizados na alvenaria estrutural e suas funções?

Antes de falarmos especificamente sobre as normas de qualidade na alvenaria estrutural, conheça os principais materiais utilizados nessa construção: 

Bloco estrutural

O bloco estrutural faz a vedação e confere resistência à obra, pois absorve impactos, dispensando as vigas e os pilares. Sua estrutura apresenta uma dimensão padrão, facilitando a execução da alvenaria, pois torna o processo mais rápido, econômico e limpo. 

Entre as opções de bloco estrutural, as mais utilizadas são: 

  • bloco cerâmico estrutural — feito de argila, ele pode ser maciço ou conter furos na vertical, o que permite a passagem de tubulações e instalações elétricas;
  • bloco de concreto estrutural — bloco vazado feito de concreto, ele apresenta alta resistência, isolamento térmico e acústico;
  • bloco sílico-calcário — estrutura vazada composta de cal virgem, areia e água, o que garante alta resistência à compressão, conforto térmico e acústico.

Argamassa

A argamassa é composta por cimento, areia, cal, aditivos e água, e é utilizada para assentar blocos, tijolos e revestimentos.

Ela tem como função básica solidificar os blocos; transmitir e uniformizar as tensões entre as unidades de alvenaria estrutural; absorver pequenas deformações; e prevenir a entrada de água e vento nas edificações. 

Graute

O graute é um tipo de concreto que tem alta fluidez, sendo formado por cimento, cal, areia e aditivos. Sua principal função é preencher alguns dos vazios dos blocos da alvenaria estrutural, para solidificar as armaduras no sistema e aumentar a sua capacidade.

Armaduras

A alvenaria estrutural conta também com as armaduras, materiais de aço que suportam as solicitações de tração da construção.

Vergas e contravergas

As vergas e contravergas são materiais utilizados em vãos (para colocação de portas, janelas ou outros espaços). Elas funcionam como pequenas vigas, permitindo uma melhor distribuição de carga e energia nessas aberturas.

Vergas e contravergas

As vergas e contravergas são materiais utilizados em vãos (para colocação de portas, janelas ou outros espaços). Elas funcionam como pequenas vigas, permitindo uma melhor distribuição de carga e energia nessas aberturas.

Normas dos materiais usados na alvenaria estrutural

Para garantir maior produtividade, economia e especialmente segurança da edificação de alvenaria estrutural, há critérios a serem seguidos. Para isso, as atividades de controle devem obedecer a NBR 16868-2: alvenaria estrutural – Parte 2: Execução e controle de obras. Veja algumas exigências estabelecidas por ela, no uso dos seguintes materiais: 

Bloco estrutural de concreto

Os blocos de concreto estrutural são normalizados pela NBR 6136, que define as dimensões dos diversos tipos de blocos disponíveis, assim como as tolerâncias nas medidas (± 2mm na largura e ± 3mm na altura e no comprimento). A norma define ainda outros requisitos, como a resistência mecânica, a absorção de água e a retração.

Desta forma, é exigido que os blocos de alvenaria estrutural tenham arestas vivas e não apresentem fissuras, fraturas ou outros defeitos que prejudicam o assentamento ou a resistência e a durabilidade da construção.

Outro cuidado ao trabalhar com esse material, é selecionar uma amostra (veja na tabela a seguir) proveniente do lote adquirido para a realização dos ensaios de resistência à compressão, para que assim seja possível a análise dimensional de área líquida do bloco, de absorção e de retração linear por secagem.

Tabela estrutural para alvenaria
Fonte: adaptado de NBR 6136:2013.

Blocos cerâmicos

Já o bloco estrutural cerâmico é normalizado pela NBR 15270 e deve obedecer a diversos requisitos relativos às suas características geométricas: dimensões efetivas, espessuras dos septos e das paredes externas de blocos, desvio em relação ao esquadro, planeza das faces, área bruta e área líquida. 

A norma estabelece ainda como devem ser as suas características físicas, como massa seca, índice de absorção de água e as suas mecânicas, como resistência à compressão.

Além disso, o bloco cerâmico não pode apresentar defeitos sistemáticos, como quebras, superfícies irregulares ou deformações que impeçam o seu uso.

Segundo a NBR 15270, o bloco cerâmico estrutural deve passar por uma inspeção geral e por ensaios. Inicialmente, devem ser verificados os requisitos de identificação do fabricante e as dimensões nominais (largura, altura e comprimento, com tolerâncias específicas) de uma amostra com 13 blocos. 

Um outro ponto importante, é que caso um dos blocos esteja fora dos critérios, pode gerar a rejeição do lote todo. Mas, se for aprovado nessa primeira etapa de avaliação, é preciso verificar a existência de defeitos, seguindo os critérios da tabela a seguir:

Tabela informativa com instrunções de montagem de blocos.
Fonte: adaptado de NBR 15270-1:2017.

Na inspeção por ensaios, são avaliadas as características geométricas (dimensões efetivas, espessuras dos septos e das paredes externas dos blocos, desvio em relação ao esquadro e planeza das faces), além da absorção de água e a resistência à compressão. Veja a tabela a seguir:

Tabela com fórmulas para a montagem de blocos de concreto.
Fonte: adaptado de NBR 15270-1:2017.

Argamassa

A argamassa deve possuir trabalhabilidade (plasticidade, coesão e consistência) adequada à execução da alvenaria estrutural. Sem contar que, independentemente de optar pelo uso da argamassa virada em obra ou industrializada, é preciso que ela seja resistente à compressão compatível com o projeto estrutural.

A característica mais importante a ser testada é a aderência da argamassa com o bloco, por meio do ensaio de prisma deitado.

Esses ensaios estão expressos na NBR 16868 (partes 2 e 3). Assim, se a argamassa for virada em obra, os materiais empregados em sua confecção (cimento, cal e areia) devem atender às normas específicas.

Graute

As normas técnicas determinam que o graute no estado fresco faça o preenchimento correto dos furos das estruturas, sendo que este não pode apresentar retração que provoquem o descolamento das paredes dos blocos.

Geralmente, adota-se um produto industrializado para essa finalidade na alvenaria estrutural, mas o graute também pode ser moldado in-loco. O principal requisito para o seu uso é resistência à compressão, que deve ser ensaiada de acordo com a NBR 5739.

Armaduras

Com relação ao aço utilizado na alvenaria estrutural, ele deve atender à NBR 7480 (da mesma forma que o aço empregado nas estruturas convencionais).

Validação da qualidade com a norma de ensaio de prisma

Um dos pontos mais importantes no controle de qualidade da alvenaria estrutural é o ensaio de prisma. Trata-se do menor elemento que representa a parede, o qual reúne os conjuntos que serão usados (por exemplo, conjunto do bloco e argamassa) para simular o conjunto final da construção.

O resultado do prisma é o valor básico que os projetistas estruturais avaliam para determinar a resistência final da parede.

Desta forma, além de serem executados e avaliados antes do início de toda a construção, é preciso que sejam executados considerando os requisitos das normas de alvenaria estrutural.

Para isso, é importante considerar as normas específicas para cada conjunto de materiais que serão utilizados na edificação.

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