Grandes Construções

Grandes Construções: conheça o Palácio de Versalhes, na França 

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Declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco há mais de 30 anos, o Palácio de Versalhes é um dos locais mais visitados da França. A construção encanta pela arquitetura barroca preservada, além de ter um papel de grande importância para a história do país. Além das belezas do palácio, fazem parte do complexo os encantadores Petit Trianon e Grand Trianon, que carregam importantes raízes da história do país. Venha conhecer melhor essa belíssima grande construção!

O Palácio de Versalhes começou a ser construído, na arquitetura que se preserva até os dias atuais, durante o reinado de Luís XIV, rei que governou a França entre 1643 e 1715 e que ficou conhecido como Rei Sol.

Os franceses chamam o palácio de Château de Versailles, que, em uma tradução literal, significa “Castelo de Versalhes”. Porém, é importante esclarecer que, na França do período da Renascença, a palavra “château” era utilizada para referir-se a palácios que se localizavam nas zonas rurais. Para os palácios construídos nos centros urbanos, a palavra usada era “palais”.

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O Palácio de Versalhes surgiu como uma residência rural para caça usada por Luís XIII, rei da França entre 1610 e 1643. Tudo começou quando Luís XIII foi para a região de Versalhes, localizada nos arredores de Paris, para caçar nas florestas. Com o tempo, ele passou a se encantar cada vez mais pela região e ordenou, em 1623, a construção de uma pequena casa de campo.

Pouco tempo depois, em 1631, foi ordenada por Luís XIII a reconstrução da casa de campo. Essa obra foi iniciada em 1631 e concluída em 1634, resultando no desenvolvimento da base do que é o palácio atualmente. Assim, o que era apenas uma casa de campo transformou-se em um palacete.

Foi durante a coroação do Rei Sol que o palácio teve seu destino completamente mudado. Desde então a construção é um símbolo da nobreza da monarquia francesa que encanta pessoas ao redor do mundo até hoje.

Após a morte de seu primeiro-ministro, o cardeal Mazarin, Luís XIV, que governou a França entre 1661 e 1715 e é um dos grandes exemplos das monarquias absolutistas europeias, decidiu que era hora de reformar o palácio. Então ele chamou o arquiteto Louis Le Vau para elaborar o projeto de expansão, tornando-o um grande e luxuoso.

O palácio se tornou sede administrativa do governo francês, além de local de realização de festas da nobreza e da corte. Permaneceu assim durante quase 100 anos, até a Revolução Francesa. No século XIX, teve partes transformadas em museu, mantendo também seu status administrativo e sendo palco de importantes eventos da história, como a assinatura do Tratado de Versalhes, que encerrou a Primeira Guerra Mundial.

Com destaque para a arquitetura barroca, a construção de 67 mil metros quadrados valoriza as características do movimento, evidenciando o modo de pensamento da época, que encorajava os artesãos a multiplicar os elementos de decoração, tais como as coberturas douradas, os arabescos em estuque, as abóbadas pintadas ou ainda o uso de técnicas de ilusão de ótica.

O palácio é elegante e geometricamente belo, graças às distorções das pinturas e os detalhes perfeitos presentes em cada canto das paredes, que proporcionam uma harmonia impecável.

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Galeria dos Espelhos

Além de apresentar uma beleza esplêndida, a Galeria dos Espelhos, com seus 73 metros de comprimento e 357 espelhos, trata-se de um dos espaços mais importantes do palácio, já que é o lugar onde, em 1919, foi assinado o Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.

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Galeria das Batalhas

Na Galeria das Batalhas, encontram-se 33 pinturas que narram a história francesa, desde Clóvis (Rei dos Francos) até Napoleão Bonaparte (estadista e líder militar francês), além de 80 bustos de grandes oficiais franceses que foram mortos em batalha.

Para elaborar o projeto de construção dos jardins, Luís XIV contratou André Le Nôtre. Essa construção arrastou-se por várias décadas e só foi finalizada durante o reinado de Luís XVI.

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Parte dos jardins que existem no complexo de Versalhes pode ser avistada da Galeria dos Espelhos. A construção dos jardins foi ordenada pelo rei Luís XIV e foi considerada tão importante quanto os jardins em si.

Conforme mencionado, Luís XIV nomeou André Le Nôtre como responsável por essa construção, cujo desenvolvimento demandou um grande esforço, pois foi necessário retirar de Versalhes uma grande quantidade de terra para nivelar o solo. Além dos jardins, também foram construídas centenas de fontes, e foram trazidas a Versalhes árvores de diferentes partes da França.

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Visão do jardim de dentro da Galeria do Espelho

O palácio e o jardim, juntos, contam com uma área de cerca de 67 mil metros quadrados, com 700 quartos, 2 mil janelas, 67 escadas e mais de mil lareiras.

Atualmente, o Palácio de Versalhes, com seus anexos, salões e cerca de 2,3 mil cômodos, abriga um museu que foi inaugurado em 1867, que preserva a história da França e é um dos locais mais visitados de todo o país, recebendo, anualmente, cerca de 5 milhões de visitantes.

O palácio permanece aberto aos visitantes durante seis dias na semana. O único dia em que não abre é segunda-feira. Os jardins e os parques ficam abertos todos os dias. As visitas ao palácio são pagas, mas, de acordo com algumas condições, os visitantes podem solicitar entrada grátis.

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Petit Trianon

No Palácio de Versalhes também está o Petit Trianon, inaugurado em 1768 e projetado pelo grande arquiteto do século XVIII Ange-Jacques Gabriel. Até hoje é considerado uma relíquia do neoclássico francês.

Ele foi originalmente erguido para a Madame de Pompadour, uma das amantes do rei Luís XIV, mas ela veio a falecer antes mesmo de a obra ser concluída. Após a morte de Luís XV, Maria Antonieta recebeu o palacete de seu marido, Luís XVI, em 1774, como presente de coroação.

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Grand Trianon

Além do Petit Trianon, o Grand Trianon também faz parte da construção do complexo do palácio. Foi inaugurado em 1688 e projetado pelo arquiteto Jules Hardouin-Mansart.

A construção de mármore rosa é rodeada por jardins com flores e bosques intermináveis, que contribuem para transmitir uma atmosfera harmoniosa e relaxante. A estrutura foi construída para ser um refúgio a Luís XIV, para conseguir relaxar e se distanciar das atividades da corte.

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Quarto do Hotel Airelles Château de Versailles, Le Grand Contrôle

Além de abrigar o museu, o palácio foi reestruturado para receber um hotel de luxo, o qual foi inaugurado em 1º de junho de 2021. A instalação é do grupo francês Les Airelles, responsável por acomodações luxuosas nos Alpes franceses, Avignon e Saint-Tropez. Chamado de Airelles Château de Versailles, Le Grand Contrôle, o hotel é composto de 14 quartos, spa, restaurante próprio e permite visitas guiadas por partes restritas do complexo.

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O projeto foi estruturado pelo arquiteto francês Christophe Tollemer, que buscou proporcionar em toda a estrutura uma espécie de viagem no tempo, valorizando a arquitetura barroca já muito apreciada em outros cômodos do palácio. As acomodações não são restauros dos antigos quartos, mas sim projetos de interiores com objetos que fazem referência à época e ao local.

Fonte das fotos do hotel: Site oficial do Airelles Château de Versailles

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